Inicio Editorial Um dos direitos mais importantes do cidadão é o de não ser vítima da corrupção

Um dos direitos mais importantes do cidadão é o de não ser vítima da corrupção

Por urandionline

Corrupção, essa sem dúvida é o que mais se escuta ultimamente no Brasil. É bom, porém, desde já nos entendermos. Corrupção não é uma “entidade abstrata” que pousa por aí. Que se esconde por aí. Não. É uma realidade bem real (pleonasmo proposital) que está em quase todos os lugares. Mas, sobretudo, no interior do ser humano. Se você quiser, caro leitor e estimada leitora, no “coração” (no sentido bíblico de “consciência”). Sim. É na interioridade do ser humano que se abriga a corrupção que, pouco a pouco, vai se materializando em ações concretas, no dia a dia, ao sabor das circunstâncias e situações particulares. Na verdade, ninguém absolutamente ninguém está imune desse “vírus ético-moral” que pode ativar-se se lhe for dada a oportunidade.

Mas, afinal, o que vem a ser corrupção? Bem, a própria ONU a considera como o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros. E é bem verdade. Dela, nasce uma infinidade de outros crimes e transtornos da vida sociocultural de uma Nação. Pode-se citar como exemplos: o desvio, a malversação e o desperdício do dinheiro público, licitações desonestas e fraudulentas, impunidade, ocupação de cargos públicos por pessoas incompetentes e não habilitadas para o posto, o tráfico de drogas e sua circulação nos presídios, venda e compra de votos, propinas em todos os ambientes, isenção de tributos e impostos, sonegação dos encargos fiscais, etc. etc..

Quando se fala em corrupção, a grande maioria, logo, pensa nos políticos. Político e Brasília quase “viram” sinônimos de corrupção. Mas, será assim mesmo!? A corrupção só tem sua fonte na política e na capital do país. Há, porém, muita gente, fora da política, que se enquadra nesse ambiente de corrupção, embora não estejam envolvidos diretamente na política, estão sempre sugando do Estado e município , auferindo favores e benesses do dinheiro público para si ou seus apaniguados; os que vendem seu voto por dinheiro ou por um emprego, uma “boquinha” no serviço público; os que praticam o célebre “jeitinho brasileiro”, em qualquer circunstância, etc.. Tudo corrupção!

Por isso, a Bíblia, Palavra de Deus, no seu livro o Eclesiástico, nos adverte: “Aquele que ama o ouro não estará isento de pecado; aquele que busca a corrupção será por ela cumulado. O ouro abateu a muitos… Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula… Quem é esse homem para que o felicitemos? Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito está reservada uma glória eterna:… ele podia fazer o mal e não o fez” (Eclo 31, 5-10).

O Papa Francisco, na homilia no ano de 2013, falou sobre a diferença entre pecado e corrupção, entre o pecador e o corrupto. Segundo o papa, pecadores somos todos nós. O corrupto é aquele que deu um passo a mais: perdeu a noção do bem e do mal. Já não tem mais o senso do pecado. Os corruptos fazem de si mesmos o único bem, o único sentido; negando-se a reconhecer a Deus, o sumo Bem, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. O Papa lembrou que São Pedro foi pecador, mas não corrupto, ao passo que Judas, de pecador avarento, acabou na corrupção. “Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção. Pecadores sim, corruptos, não”.

No atual clima de corrupção e venalidade que invadiu o sistema sociocultural brasileiro (político, eleitoral e governamental), possa o brasileiro não se deixar contaminar e que aprenda a discernir que ser honesto e viver de maneira ético-moral transparente e responsável é hoje, sem dúvida, um os grandes gestos de cidadania.

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