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Urandienses sofrem com a falta de água e descaso da prefeitura

Por urandionline

As horas ininterruptas de reportagem sobre o novo coronavírus passam pela tela do celular de Maria Fernandes de Jesus, moradora do bairro Oliveira,em Urandi.

Informação não falta. Na televisão, ela também aprende sobre os cuidados necessários  para se afastar da doença,as fragilidades dos idosos frente ao vírus e o hábito mais básico para sua autodefesa:Lavar as mãos.Mas,para isso,é preciso ter água.

Os moradores ficam constantemente com as caixas vazias. A prefeitura municipal de Urandi é responsável pelo abastecimento, às vezes envia um caminhão pipa para abastecer as caixas e só vêm depois de muita cobrança. Contudo não conseguem atender a demanda local. É um problema estrutural que não é de hoje.

A falta d’água em Urandi é vivida por outras comunidades do município.

“É desumano isso no período que estamos passando, por esse caos todo por conta do coronavírus, onde é sempre ressaltada a importância de higienizar, lavar bem com água e sabão, diversas vezes ao dia. É inclusive uma regulamentação da Organização Mundial da Saúde, que também a Secretaria da Saúde fala, Estado e Município apontam, enfim todo mundo falando, e a gente não tem água. É um direito, é o básico. Estamos falando de uma questão de saúde”, desabafa a dona de casa, Ana Maria Jesus, moradora do bairro Oliveira há duas décadas.

“O nosso sofrimento não mobiliza, muito menos sensibiliza, o poder publico municipal, que nada faz para amenizar o problema. Eles colocam um pingo de água pra gente num dia e só voltam depois de dias”, reclamou João Luiz Santos, lembrando ainda que a água é de péssima qualidade.”É muito suja,enferrujada e enche a caixa de lama”.

Já José Elias Souza residente há 4 anos na comunidade, disse que os problemas são grandes. Nossas crianças e idosos são os que mais sofrem. Na minha casa tenho uma pessoa com dificuldades motoras, que é a minha mãe, com 72 anos. Diante do calor que está fazendo chega a ser uma atitude criminosa deixar o morador sem abastecimento de água, disse, José Elias.

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