Inicio Editorial Urandi pode escrever uma nova história política

Urandi pode escrever uma nova história política

Por urandionline

O município de Urandi, na região sudoeste da Bahia, já protagonizou muitas histórias, a partir das percepções de seus moradores e dos anseios de poder e fortuna de seus gestores. O município completou 102 anos de emancipação política neste mês de outubro.

Cachoeira de Dedinha é um cartão postal da cidade, que recebe muitos visitantes. A beleza da queda d’água aparece como primeiro ponto de visibilidade.

Mas, não é só pela cachoeira que Urandi chama a atenção. Desperta curiosidades  pelos conturbados bastidores da política. O município, cujo nome na língua indígena tupí significa “madeira negrecenta”, já teve, desde 1918, um total de 28 prefeitos, de diferentes partidos e formações diversas. Cada um deixou sua marca da forma que achou mais conveniente. Mas, apesar do olhar transformador, alguns investimentos tiveram decisões com motivações mais políticas que sociais,  poucos gestores privilegiaram as áreas relevantes para quem vive na zona rural e sede.

Nestas eleições de 2020 muitos personagens se recolocam na porta da casa dos eleitores, que somam  mais de 12 mil votantes, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral. Tem candidato que por trás de sua candidatura estão ex-mandatários que, por não desempenharem uma gestão de excelência, colocam “dublês” à sua frente, para chegar indiretamente ao poder, da mesma forma.

E nessa premissa de se manter ou voltar ao poder, vão se delineando as amarrações escusas e a desenfreada combinação de falta de ética com ausência de pudor, quando se trata das negociatas, para garantir as benesses que o poder proporciona, sem nenhuma, mas nenhuma mesmo, preocupação com uma proposta que vá de encontro aos anseios da população e ou com as mazelas que a afligem. Entendendo que a política tem influência em todas as outras áreas, justifica dizer que se o cenário político é incerto e/ou nebuloso, então as políticas sociais e a economia também estarão seriamente comprometidas e gravemente em crise. E não se trata de alarmismo ou pessimismo, mas vejo o cenário como a oportunidade para uma tomada de atitude: é preciso que cada um assuma a corresponsabilidade na busca por soluções para os muitos problemas pelo os quais atravessam o município hoje.  É ajuizado que a consciência cidadã reconheça a gravidade do atual momento político e econômico vivido e adote uma postura capaz de fazer surgir um tempo diferente, que aponte para superação das crises maléficas que prejudicam, principalmente, os mais pobres.

Nenhum gestor público consegue deixar legados em um município se não souber onde e como captar recursos, se não tiver entendimento sobre a elaboração e defesa de projetos e sobre a legislação pertinente a cada área de investimentos.

Gestor público e/ou pretenso gestor deve conhecer o mínimo possível sobre captação de recursos, elaboração e defesa de projetos, legislação pertinente a cada área de investimentos, entre outros, para que não torne a gestão das políticas públicas deficitárias e/ou ineficientes do ponto de vista do gerenciamento das demandas e seus custos e nem seja ludibriado por algum vendedor de sonhos.

O discurso de que a política é um lugar caquético, que não tem jeito; um lugar sujo, onde as pessoas não devem colocar as mãos, só contribui com aqueles que a gente combate diariamente, que a gente não acredita mais. É o político que já exerceu mandatos, que já não apresenta nada, que já não tem mais motivação, mas tem o seu curral eleitoral e tenta se colocar. É preciso renovar.

Posts relacionados

Deixe um comentário

Proibido plagiar