Inicio Boca Maldita Qual seria a postura ideal de um candidato a vereador para pedir o voto?

Qual seria a postura ideal de um candidato a vereador para pedir o voto?

Por urandionline

SIM OU NÃO? 

A propaganda eleitoral gratuita é injusta, cara e chata. Com o eleitor mais esperto, a sua influência caiu como em 2018. O custo de R$ 1 bilhão será pago por você,  via isenções fiscais às emissoras.  Mas depois que a ‘Lava Jato’ provou a as doações falsas das empreiteiras ao caixa do PT esse sistema precisa ser repensado.

RESPONDA

Você acha que o horário eleitoral  influenciará na eventual mudança de seu voto para  prefeito?  Mesmo os debates no radio e TV – se acontecerem  –  não terão peso na escolha.  Os políticos, viciados no sistema que aprovaram em benefício próprio,  ignoram a ‘astúcia’ do eleitor, como  já  advertia o ‘sábio’ Chapolim Colorado.   

INFLUÊNCIAS

Nas eleições municipais pesam as questões domésticas e o perfil dos candidatos. Mas se a economia continuar recuperando-se influenciará  – principalmente nas grandes e médias cidades. O eleitor tem postura pragmática:  olha muito para o seu umbigo. Em tempos de crise financeira ele é conservador.  Mas só quando já tem o suficiente – ele se posta de liberal – permite alguns avanços sociais.

DESEJOS

Variam de acordo com o bairro/cidade. No interior eles são pontuais, mais visíveis. Pela própria formação o eleitor é moderado; o posto de saúde, a boa escola, a creche, ruas e praças conservadas, iluminadas, a coleta de lixo, segurança e perspectivas  de trabalho. Ele sabe; para ter esses benefícios é preciso ter bom gerenciamento social e econômico. Nesta hora ele faz a comparação entre os candidatos que se apresentam.

O INTERIORANO

 dificilmente se deixa levar por questões estritamente ideológicas. Avesso a isso, foca no perfil dos candidatos, cujas trajetórias na vida privada e pública ele conhece bem. Sem churumelas, é aí que reside o cerne da questão. Claro, se no curso da campanha algo de extraordinário acontecer, haverá mudanças. Pode ser que a maioria das eleições – se não estejam hoje ainda decididas, estarão pelo menos encaminhadas.

‘BOQUINHAS’

Quem não quer uma? Claro, a preferência é para os filiados  dos partidos políticos.  De 2010 a 2019 foram quase 40 mil comissionados no Governo Federal como moeda de troca junto aos partidos alinhados.  O PSOL é o único partido que não indicou filiado para cargos do alto escalão onde o salário beira os R$17 mil. O PT e o MDB lideram pelas nomeações havidas no Governo Dilma Roussef (PT).

E PRECISA? 

Conta cruel: Cada um dos 81 senadores tem 74 funcionários totalizando 6 mil entre ‘aspones’, amigos, parentes, maçanetas, cabos eleitorais e outros. Imagine agora uma empresa com 6 mil trabalhadores. Calcule sua produção e benefícios sociais que gera para município, estado e país. Se nos ‘EUA’ cada Estado tem só um senador não se justifica esse excesso no Brasil. Seria por que ‘somos mais ricos’ que os gringos?

BOM EXEMPLO

Vem da Itália essa lição de juízo. Eles acabaram de realizar  um referendo para a reforma constitucional com o voto direto dos eleitores. O número de deputados caiu de 630 para 400 e no Senado de 315 para 200. Embora o voto não fosse obrigatório, o comparecimento atingiu 69%. Aqui esse assunto é tabu; nas campanhas eleitorais os partidos descartam a redução no pacote de promessas. Por que será hein?

VIDA CURTA

“Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos A vida é suficientemente longa e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela passou por nós sem que tivéssemos percebido”. ( Sêneca ).

TAPETÃO?

 Após o ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSBB) opinar está em curso a operação contra a reeleição. Serão necessárias 171 assinaturas para a PEC  iniciar  a tramitação até a Câmara, onde precisará ter  308 votos favoráveis e  49 no Senado. Em 2015 a proposta foi reprovada no Senado. Em 2016 – 47% dos prefeitos acabaram reeleitos e em 2018  a reeleição dos governadores atingiu  50%. Façam suas apostas.

‘CRISTOFOBIA’

Ocorre no exterior com os radicais contra os cristãos e aqui contra os católicos e os evangélicos por iniciativa de  personagens da esquerda. No carnaval e em eventos de rua ridicularizam Cristo e o crucifixo com encenações  desrespeitosas e sexualizadas contra a nossa religiosidade. Mas é vergonhoso: a grande mídia  tem sido conivente ao não criticar essas aberrações. Ora! O pessoal ‘canhota’ pode tudo?

PROPAGANDA

Decisiva! Sofisticada com os recursos influenciadores do ‘eleitor  piolho’ das redes sociais também pelo celular. E quem não tem um?  Igual a 2018, esse pleito caminhará no pulsar da internet. A ameaça da Justiça em punir o ‘faknews’ será inócua.  Esse pessoal estará sempre a frente da justiça. Basta um só ‘disparo’ na internet para fazer estragos incalculáveis. Desmentir e recuperar as perdas leva tempo.

ANIMADO? 

Eleição já foi comparada a Copa do Mundo. A medida que a data ia se aproximando apareciam os sinais através de manifestações diversas e criando o clima característico do evento. Neste ano, embora o pleito municipal sempre seja mais motivador, nem parece ano de eleição. Reflexo de leis proibitivas? Culpa da pandemia?  Desilusão do eleitor? Descrédito dos políticos?  Acho que é um pouco de cada ‘coisa’.

SAUDADE? 

 Cartazes em postes, faixas, comícios, passeatas, santinhos, brindes e outros artifícios proibidos pela pretensa moralidade eleitoral. A urna eletrônica veio como santo remédio. Mas o que dizer da onda de corrupção que atingiu o país em todos os níveis nos últimos 20 anos? Aprimoram o processo eleitoral – mas agora querem acabar com a Lava Jato que incomoda políticos e poderosos. Quanta incoerência!!!

CONVENCE? 

Qual seria a postura ideal de um candidato a vereador para pedir o voto? Mostrar seu currículo profissional? Revelar detalhes de sua trajetória na sociedade e seus projetos que podem efetivamente beneficiar a comunidade? Tudo isso para tentar convencer o eleitor cético, desmotivado, mas sabido, disposto a levar alguma vantagem neste ‘investimento’ camuflado sob o manto do ‘patriotismo e cidadania’?  Convencerá?

O ELEITOR

 Nele na sua maioria afloram algumas características: matreiro, calculista, esperto, ardiloso, ladino, manhoso, sagaz, ressabiado, malicioso, calejado, astucioso, vivo, dissimulado.  Isso não é inerente a sua personalidade. É fruto sim do ambiente, da cultura política dominante.  A apatia do eleitor de hoje é comparável ao desânimo do nosso torcedor em relação ao do futuro da seleção brasileira de futebol. Que pena!

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