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Tentação

Por urandionline

TENTAÇÃO

Alguns prefeitos querendo eleger o sucessor ou se reelegerem, cometem excessos que dão ‘dor de cabeça’.  Mas antes era pior; os abusos eram comuns na falta de leis específicas. Prefeitos contraiam dívidas absurdas e o sucessor  tinham que saldá-las inviabilizando a sua administração. A propósito estou lendo a cartilha do nosso Tribunal de Contas com recomendações didáticas aos prefeitos para que neste ano eleitoral não metam os pés pelas mãos. Com tantas informações  e das condenações de ‘desavisados’, só não caminha certo quem não quer.

OBSESSÃO 

Obsessão pelo poder é coisa séria. Nas eleições municipais, por vaidade, ‘miopia’, falta de auto crítica e ‘surdez’, ambiciosos metem os pés pelas mãos e se lançam candidatos a prefeito de suas cidades. Alguns sonham em aproveitar a  visibilidade para outras pretensões eleitorais em 2022. Um deputado estadual ou federal, por exemplo, não teria em tese nada a perder como candidato. Mas dependendo das urnas poderá sair menor do que entrou e inviabilizar eventual projeto.

CORRUPÇÃO

Em plena pandemia que assola o planeta não conseguimos nos livrar dela. As denúncias assustam: fraude na contratação de serviços não prestados, aquisição irregular de medicamentos e equipamentos para hospitais com faturamento muito acima   do preço de mercado. Sem contar o recebimento ilegal do auxílio emergencial. Todo esse conjunto de praticas aéticas mostra que a pandemia tem sido uma oportunidade de ouro para’ bons negócios’. Conclusão:  a vida está custando muito pouco.

ABUNDÂNCIA

Em cada quarteirão ou família haverá um candidato a vereador neste Brasil de meu Deus. O brasileiro tem a mania de ‘maioral’, mas a fartura de candidatos não é indicativo seguro de evolução e o fim de praticas proibitivas.  Pesquisas mostram que dentre as razões para o ingresso na política está a compensação financeira. O grande número de candidatos que possamos ter, não garantirá a eventual melhora do nível que há muito tempo tem inspirado piadas e comparações pejorativas.  Não será por acaso se também neste pleito tivermos um alto índice de abstenções de votos para a vereança.  

VERDADE

 Para o eleitor, da pequena, média e grande cidade, a escolha do vereador não é prioridade quando vai as urnas. É normal a escolha de última hora, sem critério ou motivação relevante. Simpatia, amizade e retribuição de favores pesam mais na escolha do que as qualidades como cultura, honorabilidade e caráter.  A culpa disso é de ambos. Primeiro – do eleitor que  enxerga a vereança com descrédito; segundo – do próprio vereador que não zela e não contribui pela melhoria de sua imagem e da Câmara.

TUDO NOVO

Os futuros candidatos já perceberam a importância da internet nesta campanha. Eles precisam ter uma página social para mobilizar e envolver o usuário com seu perfil e propostas. Quem não investir nisso ficará esquecido. Convenções para escolha de candidatos? Isso é passado. Nada de aglomeração, abraços, beijo e abraços.  Aquelas passeatas para mostrar força, contagiar o eleitorado também não ocorrerão.  Será uma experiência única; a pandemia levou-nos ao universo digital. Teremos problemas sim, mas será um aprendizado para a evolução até do sistema eleitoral.

PRIORIDADE

 Sendo um pleito atípico pelas novas regras em vigor, os pretensos candidatos a prefeito precisam e devem  concentrar suas articulações – nesta fase inicial – na formação de uma chapa de candidatos a vereança.  O candidato competente nestas articulações junto as lideranças de seu município, sairá com certa vantagem  na corrida sucessória.  Nenhum  postulante ao Executivo  vencerá sem uma chapa de vereadores competitiva.

A INDÚSTRIA  

eleitoral crescendo. A função dela é aperfeiçoar as embalagens, dar-lhes roupagem atraente, embalagem que atraia e seduza o eleitor como as crianças pelo chocolate nas gôndolas do mercados. Irresistíveis. Estão maquiando os candidatos com regras de postura, ensinando-lhes frases de efeito e inclusive preparando-lhes o pacote de promessas sob o cognome de ‘projeto de governo’ ou algo parecido. É frequente na internet a oferta de cursos intensivos ou pacotes de preparação dos candidatos. Sem desmerecer esses profissionais, vale deixar os eleitores de sobreaviso – que poderão comprar ‘gato por lebre’ nestas eleições. Aí, não há Procon que resolva o problema.

DOSE DUPLA

‘Cautela e caldo de galinha…’. O ditado precisa ser seguido nestas eleições. Primeiro – é que os eventuais pretendentes portadores de algum tipo de risco de contrair o Covid-19 devam desistir da candidatura em caráter preventivo pelo ambiente natural de contato que se forma, principalmente nas cidades do interior. Segundo – é que muitos eleitores com idade ( ou não) superior aos 70 anos  deixem de comparecer às urnas temendo os riscos de contrair o vírus ao longo do percurso , nas aglomerações, filas, sala da seção ou no contato com o dedo com a urna eletrônica.  

VEJA BEM! 

 Independentemente do índice da evolução da pandemia, do número de infectados e de óbitos na comunidade do eleitor, o aspecto psicológico  acabará sendo o fator relevante de influência. O eleitor irá pesar os riscos de ganhos e perdas (da própria vida) na decisão de ir às urnas. Situação inédita. Para o eleitor o desafio: votar ou viver? Para o candidato a escolha; o poder ou a vida? O medo ainda estará no ar. 

ANSIEDADE & SOLIDÃO

 “A mídia fica em uma saia justa. Ela tem de informar. Ao mesmo tempo, sabe que o receptor é mórbido. Ele fica com medo, mas se interessa.   Quanto mais você vive, mais ansioso fica na tentativa de encontrar sentido para  a vida. Vivemos bastante, e ao longo da vida vamos cada vez mais nos aprofundando nesse jogo que envolve a pressão pelo sucesso. Vamos nos isolando. Nós vivemos a epidemia de solidão. Pessoas de várias idades e gerações afetadas. Um exemplo real de agora: o quando cada um de nós já leu sobre imunização, medicamentos e sintomas. É tanta informação disponível.. Imagina o nível de ansiedade.” 

INQUIETUDE

Não faltam na mídia publicações abordando a pandemia  do Covid-19. Elas se baseiam em pesquisas, artigos de especialistas e teses que saem da ciência e adentram a religiosidade. Mas no fundo, todos querem sobreviver. É uma espécie de gincana onde cada um precisa fazer sua parte para ter reais chances de se sair bem. Pelo que vemos aqui na  capital, falta conscientização das pessoas. Talvez só com a morte de um vizinho, amigo ou parente, haja mudança de postura. Eu disse talvez!

CARTEIRADA

Uma ‘cultura’ que  sobrevive ao longo do tempo. Quem deveria ser  referência é mau exemplo. O episódio do desembargador que não aceitou ser multado pelo guarda municipal,  humilhando-o, é apenas mais um. Aposto; em algum lugar do país estará ocorrendo um tipo abuso. O caso só ganhou destaque porque foi gravado pelo celular. Mas daí imaginar que o desembargador será punido é inocência pura. Pelo que vemos nas altas cortes da justiça – não se deve esperar muita coisa. Sem hipocrisia!   Fico imaginando: O que um juiz inglês, por exemplo, pensaria deste seu ‘colega’?

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