Inicio Política Coronavoucher:Senador apresenta emenda que aumenta valor para até R$ 4 mil e propõe Bolsa Calamidade

Coronavoucher:Senador apresenta emenda que aumenta valor para até R$ 4 mil e propõe Bolsa Calamidade

Por urandionline

O projeto que concede R$ 600 mensais aos trabalhadores informais durante a crise do coronavírus, apelidado de “coronavoucher” será votado no Senado na próxima segunda-feira (30), às 16h, em votação remota. De acordo com o senador Otto Alencar (PSD-BA), a proposta dever ser aprovada com o mesmo texto apreciado na Câmara do Deputados. Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) apresentou uma emenda que aumenta o valor para quatro salários mínimos.

“Conversei com todos os líderes de partidos hoje e todos aprovam. É uma matéria pacificada. Como todas outras que já foram aprovadas no Senado. Vamos aprovar assim até para que não retorne para a Câmara dos Deputados e tenha outros prazos”, explicou Otto ao BNews, nesta sexta-feira (27).

Contudo, Angelo Coronel discorda e apresentou uma emenda. A ideia é conceder um salário mínimo por mês, por quatro meses, aos trabalhadores informais e incluir os Microempreendedores Individuais (MEI). “Os MEIs não estão contemplados neste projeto. Está totalmente distorcido. Por isso, já protocolei o meu projeto chamado Bolsa Calamidade que inclui os trabalhadores cadastrados no E-social”, disse. Ou seja, o valor proposto pelo senador vai atingir os informais e os formais. “É uma garantia para aqueles trabalhadores que podem ter o trabalho suspenso durante a crise. Eles também receberão a bolsa calamidade”, reforçou.

Coronel ainda chamou a atenção para a base de cálculo aprovada pelos deputados federais, na noite desta quinta-feira (26). “O que a Câmara aprovou está totalmente fora do contexto. Eles usaram a base de cálculo de 2018, quando tínhamos cerca de 7 milhões microempreendedores individuais. Hoje chega a 10 milhões. 

Pacote para micro e pequenas empresas

Um projeto de lei, também apresentado pelo senador Angelo Coronel, visa beneficiar as micro e pequenas empresas. Segundo o parlamentar poderá ser destinado uma linha de crédito para esta categoria e o limite de crédito terá como base a média mensal do faturamento anual. Com isso, a proposta pode beneficiar cerca de 7 milhões e microempresas e 1 milhão de pequenas empresas existentes do Brasil. 

As empresas precisarão cumprir critérios. Ela não poderá demitir os funcionários e ainda será obrigada a ampliar seu quadro em 10% a contar da data de entrada do crédito. “Com isso vamos fomentar a economia, vamos manter os postos de trabalhos ativos e vamos acrescer mais 10% desse quadro de trabalhadores. Gerando um incremento de R$ 500 bilhões na economia brasileira. E não chega nem aos pés dos incentivos de países que passam pela crise do coronavírus apesar de terem cifras bilionárias”, defendeu o senador.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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