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Fonoaudióloga alerta sobre diagnóstico de pacientes com disfagia e acidente vascular cerebral (AVC)

Por urandionline
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A fonoaudióloga Joseane Seixas Bouzon, proprietária da Clinica Day Fono e Estética, especialista em motricidade orofacial, mestre em ciências da saúde, doutoranda em ciência da saúde, com vasta experiência em neuro desenvolvimento e reabilitação neurológica alerta sobre diagnóstico disfagia após acidente vascular cerebral (AVC). O acidente vascular cerebral (AVC) é um déficit neurológico (transitório ou definitivo) em uma área cerebral secundária à lesão vascular. Trata-se de uma doença circulatória nas artérias cerebrais, que possui etiologia diversa, cujos fatores que contribuem para a sua ocorrência são: genéticos, clínicos e ambientais.

Sabe-se que o AVC pode ser classificado em isquêmico, quando o sangue é impossibilitado de passar para determinada área do cérebro em função de uma redução do fluxo sanguíneo ou por uma obstrução no vaso, e hemorrágico, quando ocorre um extravasamento sanguíneo. Esta doença é a principal causa de morte no Brasil, quanto a maior causadora de deficiência motora adquirida, sendo responsável por até 80% das incapacidades, e por trazer, ainda, outras alterações como os distúrbios de fala ou de linguagem e distúrbios de deglutição. Os distúrbios de linguagem encontrados são denominados como afasia, que pode ser conceituada como a perda completa ou parcial da condição de expressar-se através da fala, da escrita ou de gestos, e interferindo até a capacidade de compreensão oral e escrita.

A Afasia é uma das complicações do AVC e está englobada em uma desordem neurofisiológica, envolvendo os mecanismos cerebrais, que pode vir acompanhada de alterações comportamentais, intelectuais e emocionais, que refletem nas atitudes e na personalidade do indivíduo. Os distúrbios da fala, classificados em problemas de fonação, articulação, ressonância e/ou prosódia, quando originados de uma lesão neurológica são divididos em apraxia ou dispraxia oral e disartria. Drª. Joseane Seixas Bouzon, relata que as apraxias orais acontecem por um déficit nas habilidades de sequencialização dos movimentos das estruturas orofaciais dificultando, dessa forma, o posicionamento correto das estruturas para produção voluntária da fala. A disartria ocorre através de uma lesão no sistema nervoso central e/ou periférico, ocasionando alteração de cinco bases motoras: respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia, debilitando, portanto, a comunicação oral em função dos distúrbios no controle muscular dos mecanismos envolvidos na fala.

A fonoaudióloga lembra que os distúrbios de deglutição são conceituados como uma alteração no processo de deglutição, interferindo no transporte do bolo alimentar da boca até o estômago e classificados em orofaríngeas e esofagianas. As disfagias neurogênicas ocorrem com muita frequência no AVC. Estas apresentam maiores alterações nas fases oral e faríngea da deglutição, e estão relacionadas a um alto grau de morbidade e mortalidade, pois frequentemente causam alterações nutricionais e aspiração traqueobrônquica de saliva, secreções ou alimentos, levando a complicações clínicas de hidratação, desnutrição e risco de pneumonias aspirativas e de repetição. Através da análise da avaliação clínica e instrumental o fonoaudiólogo irá focar seus procedimentos terapêuticos, entre os mais adequados, facilitando, desta maneira, a ocorrência de mecanismos de plasticidade, na reabilitação do paciente que sofreu lesão cortical decorrente de AVC.

Pesquisas apontam que a plasticidade é um atributo do tecido nervoso que se estende no decorrer da vida. Portanto, destaca-se a importância de o profissional que atua na reabilitação ter conhecimento sobre mapeamento entre a atividade do cérebro, o comportamento motor e os mecanismos de plasticidade.

A Clínica Day Fono e Estética funciona no Centro Médico do Hospital da Bahia (2º andar), Pituba. As consultas podem ser agendadas por meio do telefone: (71) 3489-2310. 

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