Inicio Variedades Músico tem WhatsApp clonado e criminosos pedem dinheiro a amigos

Músico tem WhatsApp clonado e criminosos pedem dinheiro a amigos

Por urandionline
112 Visualizações

Golpe da clonagem de número do WhatsApp atinge usuários que não possuem verificação em duas etapas ativada.

O saxofonista de Claudia Leitte, Franklin Araújo, foi vítima de um golpe virtual em fevereiro deste ano. Ele teve o número do WhatsApp clonado e os criminosos ainda pediram dinheiro a amigos, através de mensagens, como se fosse ele.

“Muita dor de cabeça. Foi um prejuízo emocional muito grande”, revela.

Foi durante o trabalho, em cima do trio elétrico no carnaval, que Franklin percebeu que tinha caído no golpe da clonagem do número do WhatsApp. Ao final do percurso, outros integrantes da banda que ele compõe já tinham recebido mensagem com o pedido de dinheiro, mas ninguém caiu no golpe.

“Em algum momento ali, eu não sei o que foi que eu fiz, se eu digitei código, se eu atendi uma ligação, enfim. Quando eu olhei para frente do celular já estava com a tela de acesso e eu não conseguia mais entrar”, revela.

Com o golpe cada vez mais comum, o músico divulgou a situação nas redes sociais para alertar amigos e familiares

O golpe da clonagem de número do WhatsApp é para atingir os usuários que não possuem a verificação em duas etapas ativada.

O golpe começa com uma mensagem enviada através do WhatsApp ou por SMS. Na ocasião, os criminosos se passam por um contato da vítima. Esse contato então avisa que um código de verificação foi encaminhado para o número de vítima por engano e pede que esse código seja reenviado.

Na verdade, nesse momento, os criminosos já solicitaram o acesso à conta da vítima em outro aparelho, e é por isso que uma mensagem com um código de seis dígitos automática foi enviada para o número registrado. Quando a vítima reenvia a mensagem automática com o código, os criminosos concluem o processo de verificação.

Em seguida, um aviso do WhatsApp informa à vítima que ela perdeu o acesso à conta. Nesse tipo de golpe é comum que os criminosos também façam a verificação em duas etapas, o que dificulta a recuperação do número.

Nas ruas de Salvador é fácil encontrar quem já foi vítima do golpe.

“Meu pai já sofreu esse golpe há uns três meses. De repente, familiares, primos, começaram a dizer que estavam recebendo mensagem dele, pedindo dinheiro emprestado”, revela o cirurgião dentista, Davi Barros.

O técnico em radiologia, Marcos de Almeida, também revela situação semelhante. “Um colega meu, que mandou mensagem para mim informando que se alguém tivesse me pedindo dinheiro, ou algo parecido, que o telefone dele teria sido clonado”.

Especialista

O especialista em segurança da informação, Carlos Machado, destaca a importância em fazer a ativação em duas etapas no WhatsApp, para dificultar o acesso de criminosos.

“Esse duplo fator de autenticação é uma segunda camada de proteção, justamente, para minimizar esse risco. O criminoso, mesmo que ele tenha o código de ativação, vai precisar de uma senha e ainda assim você consegue ativar um e-mail para recuperar a conta”, explica.

O especialista falou ainda sobre outra forma que os criminosos utilizam para conseguir o código de verificação.

“No final do ano passado teve o chamado “Golpe da Festa”, onde os criminosos utilizavam até os dados pessoais das redes sociais para conseguir aplicar o golpe. Ele ligava para vítima, colocando alguma situação que fazia sendo para ela, como forma de obter esse código. A pessoa, pelo outro ter tantas informações dela, acabava cedendo esse código e tinha a conta sequestrada”, conta.

A cantora Claudia Leitte, inclusive, usou as redes sociais para alertar aos fãs sobre golpe com falso convite para acesso à festa da cantora.

Carlos Machado conta que os golpistas utilizam notícias que tenham apelo popular para atrair as vítimas. Diante de tantos golpes, o especialista fala sobre a lei referente a esses casos e destaca a responsabilidade das empresas sobre a privacidade de informações dos clientes.

“A partir deste ano, nós já temos a Lei Geral de Proteção de Dados, onde a gente vai ter uma autoridade nacional, onde as pessoas poderão recorrer sobre casos de violação de dados pessoais. Essa é uma forma que a gente tem como recorrer nesses casos. Essa lei também vai cobrar das empresas maior segurança com a privacidade dos dados”, destacou.

Por:G1

Posts relacionados

Deixe um comentário