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Português Jesualdo Ferreira diz que buscará equilíbrio no Santos

Por urandionline

Treinador português ganha camisa 10, com seu nome às costas, elogia Sampaoli, valoriza treinadores brasileiros e diz que é preciso “criar outra história” no Santos

Declarações de carinho ao Santos marcaram a apresentação do português Jesualdo Ferreira, de 73 anos, como técnico do clube. Em entrevista coletiva no final da manhã desta quarta-feira, na Vila Belmiro, o treinador ganhou uma camisa 10, com seu nome às costas, e prometeu se entregar “de corpo e alma” à equipe que passa a dirigir.

– O momento chegou agora. Com todas as dificuldades que pudesse sentir, jamais iria recusar vir treinar o clube do Pelé, um clube mítico, minha primeira referência do futebol brasileiro, quando o Santos foi campeão do mundo – disse.

O português se mostrou muito bem-humorado, brincou ao longo da entrevista, tirou gargalhadas dos jornalistas (especialmente ao falar sobre a idade) e chegou ao soltar um palavrão ao escutar de um repórter um bordão usado por Chacrinha.

Ele prometeu um Santos ofensivo e analisou as características da equipe no ano passado.

– Ganhar vai ser o nosso lema, o nosso objetivo – afirmou.

– O Santos é uma equipe que jogava ofensivamente, uma atitude perfeitamente clara. Uma equipe com jogadores rápidos na frente e mais ou menos a mesma envergadura. Um meio de campo muito mais experiente. E cuidava pouco de sua defesa. Foi uma equipe que me agradou. Gosto dessas equipes. Mas também é verdade que tem de existir um equilíbrio. A minha expectativa é melhorar o que era muito bom e o que também foi menos bom. São jogadores que me agradam e que me motivam para trabalhar de acordo com o meu modelo.

Jesualdo elogiou o trabalho de seu antecessor no Santos, o argentino Jorge Sampaoli, e disse que vai “tirar o chapéu” aos jogadores pelo trabalho realizado no ano passado.

– Aquilo que Sampaoli fez ano passado foi um trabalho notável. Não estava nas previsões que pudesse fazer aquilo. Quando encontrar os jogadores, vou tirar o chapéu. Eles têm que se sentir orgulhosos do que fizeram ano passado. Só que a história não pode parar. É preciso criar outra história. Chegou o momento de o Santos pensar em criar outra história. Porque o Santos ganhou tudo até hoje. Eu vou acrescentar o quê? Não tem nada para ganhar de diferente. Mas tem. É repetir o que o Santos fez, ganhando muitas vezes também.

O treinador citou, mais de uma vez, Pelé como fator de motivação para treinar o Santos. E também lembrou Neymar.

– O que o Santos fez até agora foi colocar o nome no mercado mundial. E isso sempre está ligado a Edson Arantes do Nascimento. E isso não pode se quebrar. Quando falei que vinha para o Santos, a reação das pessoas em Portugal era: “Vai para o clube do Pelé”. Eu vou ser implacável naquilo que é a política do clube. Todos os clubes brasileiros têm excelentes jogadores na base – disse.

– Quando você junta quatro jogadores de 20 anos na mesma equipe, precisa que haja uma estrutura para sustentar esses jogadores. Quando são bons, como Neymar, Robinho e Pelé, ninguém nota que há essa diferença – completou.

O treinador também elogiou os colegas brasileiros. Citou profissionais que marcaram o futebol português e nomeou outros que têm conquistado títulos no Brasil.

– O futebol brasileiro tem muitos treinadores de qualidade, sempre teve e continuará tendo. Essa transformação não tem a ver com o futebol brasileiro: tem a ver com a globalização. Você acha que há futebol inglês neste momento? Há um futebol que se joga na Inglaterra, mas não um futebol inglês. No mercado, regras e leis são abertos, tudo se movimenta. O futebol brasileiro sempre foi conhecido pela grande qualidade de seus jogadores. Começou a ganhar cedo. O que foi notório é que as grandes conquistas foram com treinadores brasileiros. Dois tiveram uma influência tremenda em Portugal: Otto Glória e Luiz Felipe Scolari. Durante o tempo em que esteve em Portugal, Scolari teve uma importância impressionante. Poderia citar outros mais. Carlos Alberto Silva, Abel Braga, há aqui Renato Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo. Temos que andar à frente, não atrás da bola.

Por:GE

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