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Professor do curso de Administração do Centro Universitário da Bahia dá dicas de como utilizar melhor o 13º salário

Por urandionline

Para quem não possui dívidas, antecipar as compras de Natal é uma boa iniciativa para poder economizar

O prazo limite para que os empregadores paguem a segunda parcela do 13º salário é dia 20 de dezembro. O professor do curso de Administração do Centro Universitário da Bahia, Edmilson Peralva, dá dicas de como aproveitar melhor o dinheiro extra.

Segundo levantamento da Serasa Experian, a região Nordeste tem aproximadamente 7 milhões de inadimplentes, em média, estas pessoas têm duas contas negativadas que somam até R$ 500. Os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe representam 30,3% do total de 23 milhões de pessoas nesta condição em todo o país. A Bahia é o estado que apresenta maior volume de pessoas com contas pendentes, com pouco mais de 2 milhões, seguida por Pernambuco (1,1 milhão).

Para aqueles que se encaixam nessa situação, o professor afirma que a primeira dica é saldar esses débitos, principalmente se forem no cartão de crédito e cheque especial. A taxa média de juros no cartão de crédito rotativo e no cheque especial gira em torno de 308% ao ano. “Sabemos que os juros cobrados pelos bancos e pelas operadoras de cartão de crédito são bem altos, podendo mais que triplicar em um ano. Então a primeira sugestão é aproveitar o 13º salário para negociar o pagamento o quanto antes desses tipos de dívida, se possível à vista, e pedindo um bom desconto nos juros cobrados”, diz Edmilson Peralva.

O professor recomenda que parte do 13º salário deve ser reservada para as contas do início do ano, como os pagamentos da primeira mensalidade escolar, IPTU, IPVA, compra de material escolar, entre outros. “Essas medidas vão ajudar a não começar o ano descapitalizado e evitar que se recorra novamente ao cartão de crédito e ao cheque especial, senão acabamos entrando na mesma ciranda financeira e nos endividando novamente”, afirma o professor.

Outra dica importante é para aqueles que já possuem algum tipo de empréstimo e/ou financiamento, realizado no decorrer do ano. Antecipar as últimas prestações ou liquidar essas parcelas, isso irá reduzir total ou parcialmente as taxas que foram cobradas no ato de sua contratação. Ou seja, você não paga o juros dessas parcelas ou paga menos, na maioria dos casos. Vale lembrar o Artigo 52 do CDC: “É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos”.

Para quem não possui dívidas, o professor afirma que antecipar as compras de Natal é uma boa iniciativa para poder economizar. “Nesses períodos de festas comemorativas, a demanda pelos produtos costuma aumentar muito e a tendência é que os preços subam bastante. O pagamento do 13º salário também é um estímulo para a alta dos preços. Portanto, é importante que o consumidor se antecipe a essas situações, procure sempre comprar à vista e aproveite para pedir descontos, ao menos os percentuais cobrados pelo cartão de crédito aos lojistas”, orienta Edmilson Peralva.

Para os trabalhadores que não possuem carteira assinada (CLT), comece o ano de 2020 criando seu fundo de reserva e aplicando mensalmente em média de 8,50% ao mês. Sendo assim, no final do ano você também terá direito ao seu 13º salário.

Para quem está com as contas em dia, a dica é poupar. “O ideal é procurar um investimento que possa proporcionar algum rendimento interessante no médio e longo prazos. De preferência um fundo de renda fixa, para não correr riscos nesse cenário de instabilidade econômica”, recomenda Peralva.

Outra dica do professor para termos o ano de 2020 com mais equilíbrio e tranquilidade é começar exercitar a educação financeira, guardando e investindo por mês 30% do salário, quando possível. Isso é questão de disciplina (hábito), começando com 5%, e a cada mês elevando esse percentual até alcançar o objetivo. Lembrando sempre de não deixar que os gastos sejam maiores que o salário ou a renda. E o importante não é quanto você ganha, mais sim quanto você gasta.

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