Inicio Bahia Abertura do Novembro Negro relembra principais conquistas do povo negro

Abertura do Novembro Negro relembra principais conquistas do povo negro

Por urandionline
As principais conquistas do povo negro, desde antes da abolição, passando pela Constituição de 1988 e outras leis, como a que estabelece  cotas em universidades, foram relembradas pelo Bando de Teatro Olodum, durante a abertura do Novembro Negro, no Teatro Castro Alves, nesta sexta-feira (1º). Também fizeram apresentações especiais a cantora Majur, os blocos afro Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê, Bankoma, e Os Negões.
Durante a abertura do Novembro Negro foi apresentada a campanha ‘Todas as vozes contra o racismo, todas as leis contra os racistas’. Fabya Reis informa que, durante o mês de novembro, está sendo realizado  um conjunto de atividades relativas ao Edital da Década Internacional Afrodescendente. “São feiras, capacitações, oficinas, na capital e no interior. Teremos também a segunda semana dedicada ao mestre Moa do Katendê, quando a gente reúne todo o nosso sistema de promoção da Igualdade racial.  O nosso Fórum de Gestores já é integrado em mais de 120 municípios do Estado da Bahia”.
Fabya Reis destacou as principais ações do Governo do Estado para a promoção da Igualdade Racial. “É um grande avanço a implementação das cotas de 30% das vagas de concursos públicos para a população negra, hoje já com a instalação da comissão de verificação. Também destacamos o Estatuto da Igualdade Racial, a construção de unidades habitacionais para quilombolas, o processo de ampliação da certificação das comunidades de fundo e fecho de pasto. E no nosso próximo Plano Plurianual (PPA) nós teremos o compromisso de combate ao racismo institucional, isso possibilita que o conjunto de secretarias do Estado possa fazer ações de enfrentamento ao racismo”.
Um dos fundadores do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington ressalta a função da arte como militância. “Fazer parte deste espetáculo é um privilégio para qualquer ator. Hoje, aqui, é abertura do Novembro Negro na Bahia, e o Bando de Teatro Olodum é um grupo que fala de coisas que precisam ser faladas, coisas que não estão certas. A gente só vai para o palco para falar dessas coisas. O mês de novembro é muito emblemático para a cultura negra, quando a gente homenageia um símbolo maior, que é Zumbi dos Palmares, criador do quilombo que foi a primeira democracia do Brasil”.
A ialorixá Jaciara Ribeiro, do Axé Abassá de Ogum, diz que o Novembro Negro não é um mês para comemorações, mas para se demarcar território. “A Sepromi é uma secretaria comandada por uma mulher, e traz esse recorte da diversidade. Então a gente começa o novembro com a presença dos blocos afro aqui, dando visibilidade e denúncia, falando de mulheres que deram o compasso, como uma Stella, como Makota Valdina, chamando atenção para crimes que ainda não tem resposta, como a morte de Marielle Franco. A gente acredita em um futuro de igualdade, onde todo o povo seja contemplado, independente de cor e credo”.
Administradora e educadora, Patrícia Pereira foi assistir à abertura do novembro negro. “Eu vim, em primeiro lugar, porque eu sou negra e mulher. É muito importante a gente estar divulgando e participando do Novembro Negro, porque nós precisamos fortificar esse movimento, principalmente no Nordeste, onde fica a maior cidade negra fora do continente africano”.
Estavam presentes as secretárias de Promoção da Igualdade Racial, Fábya Reis, da Cultura, Arany Santana, de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, e o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster.
Repórter: Raul Rodrigues

Posts relacionados

Deixe um comentário

Proibido plagiar