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Especialistas avaliam riscos e cuidados na hora de investir em bitcoins

Por urandionline

Desde que investidores da empresa Binary Bit protestaram por falta de retorno nos investimentos financeiros, na noite da última terça-feira (22), em frente ao condomínio Greenville, no bairro de Patamares, em Salvador, onde mora o fundador da empresa, o tema bitcoin voltou a ser discutido.

Vale mesmo a pena investir em criptomoedas? É um investimento seguro ou é um esquema de pirâmide? Com o objetivo de tirar essas dúvidas, o BNews conversou com alguns especialistas para saber como funciona o curioso e desconhecido mercado da moeda digital.

Para o especialista em finanças e professor de economia da Universidade Salvador (Unifacs), Antônio Carvalho, a compra de bitcoins trata-se de um investimento bastante perigoso.

“Os defensores dizem que é bacana porque ninguém controla, mas sou conservador. A moeda precisa ter lastro. Me assusta o valor da cotação em US$ 30 mil. É um valor muito alto e já alcançou cotações absurdas. Acho muito perigoso”, alertou o especialista. “O risco existe em qualquer negócio, mas quem entra no mercado variável, a exemplo da Bolsa de Valores, já sabe que os riscos são claros. Dizem que ninguém controla o bitcoin, mas alguém controla de algum lugar”, observou.

Na análise do assessor de investimentos e especialista em bitcoin, Uitan Maciel, é errado dizer que o bitcoin foi criado para o mal ou para lavagem de dinheiro,

“As criptomoedas foram criadas para serem um sistema de pagamento alternativo ao sistema econômico atual, sem intervenção do governo. A moeda digital veio com o intuito de devolver a liberdade de gerir seu próprio patrimônio, mas algumas pessoas utilizam de forma errada”, explicou. “O que não podemos esquecer é que no mercado financeiro não existe rentabilidade garantida. Se a conversa começar assim, desconfie. O grande problema do brasileiro é querer ganhar dinheiro fácil e rápido”, observou.

Segundo Maciel, antes de realizar qualquer investimento financeiro é preciso procurar profissionais especializados, que estão listados no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ligado ao Ministério da Economia: “As criptomoedas ainda não são legalizadas no Brasil, por isso estamos impedidos de ofertar esse serviço, mas temos compromisso com educação financeira e podemos explicar como funciona”, garantiu.

Outra dica do especialista é procurar uma corretora de valores de criptomoedas, onde a própria pessoa opera na plataforma. “Não tem um robô por trás e não tem ninguém querendo te convencer de nada. Não tem essa história de rede de relacionamento, que acaba se configurando como pirâmide. Nesse esquema, quem está no topo da pirâmide acaba tendo rentabilidade às custas de quem está na base. Isso, sem dúvida, é fraude”, alertou.

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