Inicio Variedades 125 decibéis: Ouça o canto da ave brasileira que é tão barulhenta quanto um avião

125 decibéis: Ouça o canto da ave brasileira que é tão barulhenta quanto um avião

Por urandionline
Cientistas do Brasil e EUA mediram pela primeira vez o canto da araponga-da-amazônia; gravação mostra que som emitido pelo pássaro é mais alto que o berro do macaco bugio. Pássaro perde apenas na disputa contra uma turbina de avião.

Mais parecido com uma sirene de alarme de incêndio, o canto da araponga-da-amazônia (Procnias albus) foi medido pela primeira vez por biólogos do Brasil e EUA. Com uma intensidade de 125 decibéis, o pássaro da região amazônica se tornou o pássaro mais barulhento que se tem registro, em estudo publicado nesta segunda (21) pela revista “Current Biology”.

A espécie é brasileira e bastante comum entre os estados de Roraima e do Pará. Seu canto é mais alto que o grito de um macaco bugio; mais intenso que um show de rock ou o trânsito de uma cidade barulhenta. O ruído só fica abaixo do emitido pela turbina de um avião.

O registro foi feito pelos pesquisadores Mario Cohn-Haft, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e Jeff Podos, professor de biologia da Universidade de Massachusetts, EUA. A medição do ruído foi feita a partir de equipamentos de alta precisão na captura de sons.

Canto para encantar fêmeas

O pesquisador de Massachusetts celebrou, por meio de um comunicado, que o estudo pôde captar a aproximação de machos e fêmeas das arapongas na natureza. De acordo com o biólogo, neste momento é que os animais ficam mais barulhentos.

“E não é só isso, eles se viram dramaticamente durante o canto, para poder encerrar com a nota final diretamente para as fêmeas”, disse.

O próximo passo da pequisa, diz o cientista, é entender melhor o porquê elas permanecem ao lado dos machos, ainda que eles sejam tão barulhentos. Há riscos para o sistema auditivo dos animais, explica.

Tamanho não é documento

De porte pequeno, o pássaro cantor pode chegar a ter apenas 30 cm, da ponta do bico à da cauda, e chega a pesar por volta de 220 g. O animal, entretanto, é bastante forte e têm o abdômen reforçado.

Outro dos responsáveis pelo estudo, Cohn-Haft disse à BBC que o bicho tem um “tanquinho”, com músculos visíveis na região abdominal.

“A araponga-da-amazônia tem abdominais de quem malha”, comparou o pesquisador. “Ficou evidente uma adaptação para produzir este som muito alto.”

Por:G1

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