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Mariene de Castro e Ana Maria Gonçalves discutem escolha da maternidade

Por urandionline
O projeto Mulher com a Palavra chega ao quarto ano de realização. Na noite desta terça-feira (23), a primeira edição do ano discutiu o tema ‘Maternidades Possíveis’, com a participação da cantora Mariene de Castro e da escritora mineira Ana Maria Gonçalves. O evento, que tem apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), foi realizado na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador.
O foco central do projeto é a promoção de encontros entre mulheres brasileiras, com expressão em suas respectivas áreas, para falar sobre empoderamento feminino, carreira profissional e artística. Nesta edição, o evento abordou a conciliação entre carreira profissional e vida familiar.
“Nós estamos em um teatro lotado para discutir questões do universo feminino. Essa é uma estratégia de gestão que envolve tanto o enfrentamento à violência quanto a equidade de gênero. A ideia dessa edição é falar sobre quais os tipos de maternidades são possíveis e trazer o questionamento sobre a cobrança social que existe ainda hoje com relação às mulheres terem a obrigação de ser mães”, afirmou a secretária de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira.
Mediada pela apresentadora e jornalista Rita Batista, a discussão reuniu um público estimado em 1,5 mil pessoas. Mãe de quarto filhos, Mariene de Castro destacou a sua escolha pela maternidade. “A vida é tão pessoal e intransferível que acredito que a decisão de ser mãe depende da integração com a essência de cada uma. Eu escolhi ser mãe biológica, mãe de coração e escolhi compartilhar isso com a minha vida, com a minha carreira. As pessoas têm que ser livres para que ser da forma que as façam felizes”, disse.
Já Ana Maria Gonçalves, autora do livro ‘Um Defeito de Cor’, escolheu não ter filhos e comentou a cobrança que ainda existe pela maternidade. “Discutir é sempre um bom caminho. É importante lembrar que o corpo da mulher sempre foi visto como mercadoria e propriedade do seu senhor. Então, é uma pressão grande. E quando você decide não ser mãe, as pessoas se sentem no direito de questionar uma decisão que é absolutamente pessoal”.
A escritora acrescentou que “é importante que possamos ser mulher por nós mesmas, sozinhas, com as nossas escolhas, nossa liberdade e o direito de exercer outras maternidades possíveis”. O projeto tem o patrocínio da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) e Avon.
Repórter: Jairo Gonçalves

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