Inicio Polícia Em três anos,operação contra pedofilia no Brasil prende mais de 500 pessoas

Em três anos,operação contra pedofilia no Brasil prende mais de 500 pessoas

Por urandionline
Após quatro fases, ‘Luz na Infância’ prendeu 546 pessoas e realizou mais de mil buscas. Operação investiga armazenamento, compartilhamento e produção de pornografia infantil.
Após quatro fases e três anos de ações, a operação ‘Luz na Infância’ prendeu em flagrante 546 suspeitos de abuso e exploração sexual na internet contra crianças e adolescentes.Além das prisões, foram cumpridos no período 1.112 mandados de busca e apreensão.

A operação investiga crimes de armazenamento, compartilhamento e produção de pornografia infantil. As penas para esse crime variam de 1 a 8 anos de prisão.

A operação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e, ao longo das quatros fases, envolveu a atuação das polícias civis de todos os estados do Brasil. Na quarta fase, deflagrada neste ano, a coordenação foi realizada pela Secretaria de Operações Integradas, uma nova secretaria no Ministério da Justiça, criada para coordenar ações policiais integradas em todo o país.

Confira o balanço por fase da Operação:

  • Luz na Infância 1 – Realizada em 20 de outubro de 2017, cumpriu 157 mandados de busca e apreensão. Foram presas 108 pessoas.

  • Luz na Infância 2 – Realizada em 17 de maio de 2018, cumpriu 579 mandados de busca e apreensão. Foram presas 251 pessoas.

  • Luz na Infância 3 – Realizada em 22 de novembro de 2018, cumpriu 110 mandados de busca e apreensão no Brasil e na Argentina. Foram presas 46 pessoas pela Polícia Civil.

  • Luz na Infância 4 – Realizada em 28 de março de 2019, cumpriu 266 mandados de busca e apreensão. Foram presas 141 pessoas.

Investigações

No geral, as investigações começam com a apuração pelo Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério da Justiça, que identifica informações e possíveis suspeitos na internet. Com indícios suficientes, os dados são repassados às policias civis, para apuração das delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes informáticos.

Nos estados, cada Polícia Civil instaura inquérito e pede ao Judiciário autorização para os mandados de busca e apreensão. As prisões ocorrem em flagrante, quando policiais encontram os materiais ilícitos.

Os crimes investigados nesta operação são:

  • Armazenamento de fotos ou qualquer material de pornografia infantil ou que revele clara violência sexual de crianças e adolescentes: pena de 1 a 4 anos de prisão.

  • Compartilhamento de pornografia infantil: pena de 3 a 6 anos de prisão.

  • Produção de pornografia infantil: pena de 4 a 8 anos de prisão.

Prevenção

As recomendações do Ministério da Justiça e Segurança Pública para prevenir crimes do gênero são as seguintes:

  • Denúncia – Ao ter suspeita ou constatar algum comportamento inadequado, pais e demais responsáveis devem denunciar conteúdo na polícia, procurar imediatamente ajuda de profissionais da área e utilizar os canais de denúncia das redes sociais para reportar eventuais crimes ou irregularidades que percebam.

  • Controle parental – Acompanhar o que os menores estão fazendo no ambiente online. Procurar e utilizar recursos que vários programas permitem para controlar que tipos de sites as crianças acessam, bem como o horário de acesso. Esses programas limitam horários e fazem com que os pais regulem o acesso e evitem sites com conteúdo inadequado para crianças.

  • Conhecer como as ferramentas e as redes sociais funcionam, o tipo de informação que retêm e como as pessoas ficam expostas. Então, a orientação em casa e o acompanhamento dos que os filhos estão fazendo é de extrema importância.

  • Verificar configurações de privacidade de redes sociais, para não deixar crianças expostas com localização identificadora de residência e outras informações pessoais. Redes sociais permitem esse controle para evitar exposição de informações pessoais.

  • Atenção redobrada com estranhos. A preocupação com quem as crianças não falem com estranhos na rua tem que ser estendida para a vida online. Menores de idade devem ser orientados pelos responsáveis a não falar com estranhos também quando estão na internet.

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